POR QUE O FEMINISMO RADICAL IMPORTA
Depois de um tempo de pausa, voltamos com uma certeza: a análise radical da opressão feminina nunca foi tão necessária.
O feminismo radical não é sobre escolhas individuais ou empoderamento superficial. É sobre identificar e nomear a raiz (radical vem de "raiz") da subordinação das mulheres: o sistema patriarcal que se estrutura sobre o controle dos corpos, da sexualidade e da capacidade reprodutiva feminina.
Enquanto muito do discurso contemporâneo nos diz para celebrar "escolhas", o feminismo radical pergunta: quem se beneficia dessas escolhas? Qual é o contexto material em que elas acontecem? A quem interessa que não façamos essas perguntas?
Como disse Gerda Lerner: "A contradição entre o papel ativo e central das mulheres na criação da sociedade e a sua marginalidade no processo de dar significado às interpretações tem sido uma força dinâmica, fazendo que as mulheres lutassem contra sua condição."
Estudar a história das mulheres, compreender as estruturas de dominação e nomear os mecanismos de controle não é vitimização - é conscientização. E consciência é o primeiro passo para a transformação real.
Por Amee Duran

